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13 de dezembro de 2011

Povo que és meu

   
Donde vim e cresci, no meio das tuas entranhas
 vi o sol e desci das montanhas
 conheci o mar e durante algum tempo
 senti-me preenchida e refeita!

Depois veio o questionamento interior
o cheiro da maresia deixou-me enroscada
no centro de mim
o meu ventre clama a lua que navega no céu
 repleto de estrelas e para além dele
 um mundo por descobrir e observar.

Estou atenta, não me defendo, nem me protejo,
estou exposta à escuta, à espera de respostas.

Abraço a claridade, e olho tudo o que está ao meu redor.
Escuto atentamente, embora ainda não consiga
com claridade entender a linguagem que me é falada ao ouvido
 escuto com esforço, deixo vir
quero entregar-me agora cultivo a espera, a escuta....

Fico no refúgio interior onde me
sinto quente e permissiva
São tantos os detalhes e pormenores que não sei
se algum me escapa.
Mas parece que existe receptividade,
chamamento e entrega.
Fico à espera..................................
Mas a entrega do coração já está feita e assumo que estou pronta!


Alambre, 13 dezembro 2011

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